A Paróquia

“Inauguração do Novo Templo:

No Domingo de Páscoa, 1º de Abril, 1934, às 16 horas inaugurar-se-á o novo templo do Convento do Carmo… Presidirá às solenidades de inauguração e à bençam o sr. Arcebispo D. Duarte Leopoldo e Silva, pregando durante a solenidade o revmo. Mons. dr. Martins Ladeira. Paranimpharão o acto solene os srs. dr. José Maria Whitaker e dr. Mario Egydio de Souza Aranha, Prior da Ordem Terceira do Carmo.
No dia 2 de Abril, segunda feira, às 10 hs., Missa solene no novo templo, estando os cantos a cargo de trinta clérigos do Convento do Carmo”.

(Do Estado de S. Paulo, Sexta Feira, 30 de Março de 1934).

011Os Carmelitas começaram a sua fundação em São Paulo no ano de 1594, com frei Antonio de São Paulo, que ergueu uma pequena Igreja.

Era o humilde começo do que seria em séculos posteriores a bonita Igreja do Carmo e o grande Convento da Ladeira do Carmo, na esquina da Rua do Carmo, atualmente Avenida Rangel Pestana.

Alguns anos depois os carmelitas compraram uma chácara de flores na Rua Martiniano de Carvalho e lá construíram uma Capela provisória, para onde transladaram, no dia 15 de abril de 1928, em solene procissão, a veneranda imagem de Nossa Senhora do Carmo.

No mesmo dia foi lançada a primeira pedra da nova Igreja do Carmo.

No dia 1º de abril de 1934, o arcebispo Dom Duarte Leopoldo e Silva inaugurou solenemente a majestosa Igreja que hoje é a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo.

Em 1940, por decreto de Dom José Gaspar de Affonseca e Silva, passou a ser Igreja paroquial, sendo o seu primeiro vigário, frei Batista Blenke, O. Carm.

No dia 10 de dezembro de 1949, o bispo carmelita Dom Eliseu van de Weijer sagrou a Igreja, preparando assim a sua elevação à categoria de BASÍLICA MENOR, o que aconteceu com grande pompa litúrgica no dia 8 de dezembro de 1950, por decreto de Sua Santidade, o Papa Pio XII, do dia 13 de maio de 1950.

A Igreja do Carmo é um templo de grande vulto, amplo e espaçoso. Sua monumentalidade começa com a sua implantação, no coroamento de grande escadaria, de granito, que corresponde a toda a extensão da fachada.

Sua arquitetura filia-se a um movimento que buscava, na tradição colonial brasileira, os componentes para a sua expressão.

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Os sinos, de bela sonoridade, além das horas, transmitem mensagens de alegria ou tristeza, um eloquente meio de comunicação.

O Órgão instalado na Basílica do Carmo foi construído, originalmente em 1934, com dois teclados e 2.206 tubos, pela fábrica alemã E. P. Walker.

Em 1955, foi ampliado com acoplamentos que duplicam o seu efeito, dando-lhe assim a sonoridade de um instrumento de 9.600 tubos. Este trabalho de ampliação foi realizado pelo técnico Pedro Inglada, antecessor do atual, Ricardo Clerice, que em 1981 iniciou uma reforma geral a qual, por diversos motivos, está sendo feita vagarosamente, na forma de uma manutenção periódica.

O Jubileu de Ouro da Basílica Menor de Nossa Senhora do Carmo nos aproxima, com alegria, de um dos mais belos templos católicos de São Paulo.

Texto de FREI NUNO A. CORREIA – O. CARM. São Paulo, 16 de julho de 1984 ( in memoriam)

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